quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Rota da chama (1º dia)

A chama olímpica para Vancouver'2010 ganhou vida hoje de manhã, em Olímpia, pelas mãos da atriz grega Maria Nafpliotou que passou o fogo sagrado para a primeira tocha do revezamento. O esquiador grego Vassilis Dimitriadis (ambos na foto acima) iniciou o trajeto que passará por várias cidades da Grécia, durante oito dias, antes de rumar para o Canadá no próximo dia 29. Vejo o vídeo da cerimônia logo abaixo:




Cidades deste trecho (5)
Cidade arqueológica de Olympia, Pyrgos, cidade arqueológica de Ilida, Tripotama e Kalavryta (Grécia)

Siga o roteiro
O weblog Beijing Olímpica publicou um breve histórico sobre as cerimônias passadas de acendimento da chama olímpica, assim como toda a trajetória rumo à Beijing'2008. Já o Vancouver Olímpica trouxe os seguintes textos do caminho da comitiva com o fogo olímpico para 2010: Acendimento da chama.

A chama olímpica é acesa

Faltando exatos 113 dias para o inicio dos 21º Jogos Olímpicos de Inverno, Olimpia celebra neste momento o acendimento da chama olímpica. Revivendo a milenar cerimônia da Grécia, nos Jogos da Antiguidade, assim como é feito para a versão olímpica de verão. Atrizes gregas interpretaram a solenidade, exatamento nas ruínas do templo de Hera, captando raios do sol transformados na chama que percorrerá um grande trajeto nos próximos dias até a sede principal de Vancouver. Inicialmente, como manda a tradição, corredores (na maioria gregos) farão a primeira fase do revezamento pelo território grego, percorrendo 2180km por 22 regiões gregas (42 cidades). Daqui oito dias (29 de outubro), a chama embarcará em avião fretado direto para Victoria, capital da província da Columbia Britânica, onde ficam as sedes olimpicas de inverno em 2010 (com provas também nas cidades de Whistler, Richmond e West Vancouver). No dia 30 de outubro dará inicio ao grande revezamento por todo o território canadense, cumprindo mais de 45 mil quilómetros por todas as provincias daquele país (1030 comunidades). Serão 106 dias em que a chama passará pelas tochas olímpicas de 12 mil corredores (90% de nativos). Serão utilizados cerca de 100 diferentes modos de transporte da chama neste trajetória que culminará no BC Place, em Vancouver, no dia 12 de fevereiro do ano que vem para a abertura solene dos próximos Jogos de Inverno. Esta viagem tem um forte valor simbólico, marcando também a contagem regressiva para o início de uma das maiores manifestações culturais e esportivas de todo o mundo. Será revivido mais uma vez o grande princípio olímpico que se forja na excelência, amizade e respeito entre todos os povos. O Vancouver Olímpica fará o acompanhamento de todo trajeto, assim como fiz no blog Beijing Olímpica, durante 138 dias no ano passado.

Cerimônia milenar
Assista abaixo, o vídeo da cerimônia, realizada ano passado em Olimpia (dia 24 de março), para o acendimento da tocha de Beijing'2008:




Olha aqui a nova tocha olímpica
Definido o caminho da tocha
Rota completa da tocha olímpica de Beijing'2008
Acendimento da chama de Beijing'2008
História do acendimento da chama olímpica

Acompanhe pelo link do Twitter Olímpico as principais notícias do olimpismo internacionai.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Central anti-doping

Mais de dois mil amostras de urina e sangue serão testadas durante os Jogos Olímpicos de Vancouver, ano que vem, como parte de um esforço de US$ 16,4 milhões para freiar as fraudes obtidas pelas drogas proibidas. O novo laboratório anti-doping, que irá funcionar à todo vapor entre os dias 13 e 28 de fevereiro, está sendo aparelhado nas dependências do Oval Olímpico de Richmond (na foto acima), também local das provas de patinação em velocidade. A instalação é uma réplica da Agência Mundial Anti-Doping (WADA), localizada na também cidade canadense de Montreal. A área custou US$ 8,9 milhões, sendo dos quais cerca de US$ 7,5 milhões somente utilizados para as operações. O diretor deste laboratório, o Dr. Christiane Ayotte, disse que a central "utilizará os melhores métodos e técnicas disponíveis para detectar o uso de substâncias proibidas em amostras coletadas dos atletas."

Casos de doping nos Jogos de Inverno
'Veneno' do doping
Onde as medalhas serão disputadas
Modalidades de inverno

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Peso valioso no pescoço

Definido o último símbolo de Vancouver'2010. Depois das logomarcas, mascotes, cartazes, pictogramas, chegou a vez co Comitê Organizador dos próximos Jogos Olímpicos de Inverno apresentar as medalhas que serão distribuídas a partir do dia 13 de fevereiro do ano que vem. Um projeto de criação que levou dois anos para ser finalizado. Trabalho conjunto entre os designers Corinne Hunt (canadense de origiem aborígene), Omer Arbel (internacionalmente renomado), e as equipes de duas empresas de criação e produção (Royal Canadian Mint e Treck Resources Limites). Juntos, este time criou medalhas que refletem a magnitude das realizações que representam. Estão entre as mais pesadas medalhas na historia olímpica e paraolímpica (entre 500 e 576 gramas, dependendo do metal). Elas medem 10cm de diâmetro e mais ou menos seis milímetros de espessura.

Suas formas onduladas evocam as montanhas, o oceano e a neve da provincia da Columbia Britânica, onde ficam as quatro cidades olímpicas de 2010 (Vancouver, Whistler, Richmond e West Vancouver). As faces são inspiradas na arte das nações primitivas da costa oeste canadense. Cada medalha foi talhada artesanalmente (a laser) para garantir que cada peça seja única. O artísta plástico Hunt (nascido em Vancouver e com descendência dos povos Komoyue e Tilingit) escolheu a orca como motivo para as medalhas olímpicas (nas fotos acima) e o corvo das paraolímpicas (na foto abaixo). A baleia orca é associada com os atributos de força, dignidade e trabalho de equipe. As macias e poderosas baleias pretas e brancas são comumente vistas viajando em grupos através das águas da costa oeste do Canadá, mas também são encontradas em oceanos do mundo todo. “Eu sinto que os Jogos Olímpicos formam também uma comunidade, onde os atletas estão sempre conectados com suas origens, parceiros de time ou seu país de alguma forma. A orca é uma criatura que possui maravilhosas capacidade, mas que não pode sobreviver sem seu grupo”, nos conta Hunt.
Já o corvo simboliza o poder da transformação e habilidades curativas, representando determinação, criatividade e inteligência. “Meu design para as medalha paraolímpicas tem um corvo num totem e foi feito de coração como homenagem também ao meu tio que é paraplégico” explica Hunt. “O corvo é uma criatura que quando desafiado por problemas, supera-os com criatividade".

O outro lado das medalhas possuem o nome oficial dos Jogos em inglês e francês, línguas oficiais do Canadá e do Movimento Olímpico Internacional. Assim como a logomarca de Vancouver'2010, além do nome do esporte e evento referente a cada premiação. Nas paraolímpicas, o braile também é utilizado. Todo o metal é protegido por uma camada sintética especial para manter o brilho e evitar deformações ou arranhados. Os lema dos Jogos "With Glowing Hearts/Des plus brillants exploits" (Com corações brilhantes) é escrito em letras brancas nas tiras azul e verde que ficarão no pescoço. Estão sendo produzidas 615 medalhas olímpicas e 399 paraolímpicas na fábrica da Royal Canadian Mint em Ottawa, provincia de Ontário. O trabalho começou em julho passado e só terminará no mês de novembro. É a segunda vez que a Mint produz medalhas olímpicas, sendo a primeira ocorrida para Montreal'76. Já a Teck Resources Limited, uma mineradora situada nas emidiações de Vancouver, é que fornece os 2,05kg de ouro, 1,950kg de prata e os 903kg de bronze usados para folhear as peças.



Logomarca de Vancouver'2010
As três mascotes olímpicas
Tocha olímpica e as roupas oficiais
Pictorgramas de 2010
Cartazes oficiais
Ingressos olímpicos e paraolímpicos

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Idas e vindas

De uma lado vem a boa notícia do regresso de uma fera norte-americana. O esquiador Bode Miller (na foto acima), aos 32 anos, decidiu disputar mesmo uma vaga na fortíssima equipe do seu país. Ele ganhou duas medalhas de prata em Salt Lake City'2000 e quatro ouros em dois Mundiais de Esqui Alpíno (St.Moritz'2003 e Bormio'2005). Andou fora da seleção, competindo por conta própria algumas etapas do circuito mundial. Já na última primavera e verão, do hemisfério norte, ele esteve totalmente afastado das encostas nevadas até para treinos, dando conta que poderia aposentar seus esquis das principais competições mundiais. Mas, faltando cinco meses para os Jogos Olímpicos de Vancouver, eis que o ídolo de New Hampshire se apresenta novamente. Ele fez contato com o treinador Sasha Rearick, responsável pelo time norte-americano, e recebeu uma calorosa recepção, o que o surpreendeu. ''Rearick parecia realmente entusiasmado com a oportunidade de tentar reintegrar-me à equipe. Pela primeira vez me senti realmente animado com meu retorno'', disse Miller hoje. Em tempo: com seu fracasso em Turim'2006, as manchetes justificaram Miller muito mais 'atento' às festas noturnas do que aos treinos com seu esqui. Agora, Miller é enfático: "As coisas mudaram muito para mim''. Sua volta ao circuito deverá ocorrer na segunda etapa da Copa do Mundo, em Beaver Creek (EUA), no início de dezembro. Rearick garantiu que o experiente esquiador tem muitas chances de ingressar na próxima equipe olímpica que será anunciada somente no dia 26 de janeiro.

Enquanto a torcida norte-americana fica feliz com a volta de Miller, os austríacos se entristeceram após a declaração do maior nome do esqui daquele país europeu. Hermann Maier (na foto acima), muito emocionado, anunciou sua aposentadoria das competições internacionais aos 36 anos de idade. Ele chegou a chorar na coletiva de imprensa em Viena. O motivo, segundo ele, é decorrente à problemas físicos. O cartel do austríaco conta com quatro medalhas olímpicas (dois ouros em Nagano'98, além da prata e bronze em Turim'2006). Maier também venceu três Mundiais e soma um total de 54 vitórias no circuito mundial de esqui alpino.


Hora de dizer adeus
Copa do Mundo de SG (final)
Candidatos aos títulos da Copa do Mundo'2009

domingo, 20 de setembro de 2009

Neve na praia

Certo que o sol não estava brilhando forte como de costume. Mas, agora, 'nevar' no Rio de Janeiro já é esperar muito de qualquer desequilbrio climático. Ainda mais em plena praia de Botafogo. Mas 'nevou', sim. Neve artificial numa rampa especialmente montada para o Guaraná Antartica Snowboard. E o GAS (sigla do evento) esteve a todo vapor para 48 snowboarders cariocas, paulistas e catarinenses (41 homens e sete mulheres). Eles competiram na modalidade Slopestyle, que consiste em descida numa rampa, enfrentando obstáculos como barras, mini-tobogã e caixas para executar manobras. O catarinense Tiago de Arruda venceu entre os homens e a carioca Raquel de Almedia na categoria feminina. Veja os principais colocados logo abaixo, assim como o vídeo o evento.

Pódio masculino
1º Thiago de Arruda (SC)
2º Vitor Levenhagen (RJ)
3º Felipe Motta (SP)

Pódio feminino
1º Rachel de Almeida (RJ)
2º Maria Carolina Faria (RJ)
3º Paula Karine (RJ)



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Brilhos do oeste canadense

Uma das cidades de melhor qualidade de vida no mundo. Vancouver'2010 estará recebendo, daqui cinco meses, o melhor do esporte de inverno dos cinco continentes. Abaixo, linquei dois belos vídeos mostrando um pouco desta moderna cidade olímpica. A maior, em população, a receber os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Inverno em 86 anos de história.